#Baralhodepalavras – Meu sumiço tem nome

P-R-E-G-U-I-Ç-A.


E não foi a toa que eu comecei esse texto, parei, fui até o canteiro aqui de casa, colhi meu chá de hortelã de toda a noite, aproveitei pra fazer carinho da vira-latinha mais linda do mundo e depois fiquei lá, na frente do fogão esperando a chaleira começar a apitar, pra enfim, colocar a água dentro do mesmo copo térmico. Até parece que foi muita coisa, mas não foi não, garanto. Isso foi pura rotina. E, ultimamente, minha rotina virou confortável, e tudo fora dela, resulta em preguiça. “Que lindo Sabrina! Admitindo ser preguiçosa… O que vem depois, a desistência dos objetivos?”. Foi à pergunta que eu mesma me fiz durante o longo tempo longe daqui. Estou em um momento da minha vida, que toda vez que eu penso lá na frente me dá um branco. Juro. E não daqueles bons, mas sim dos que dão nos nervos. Com isso eu fico triste. E braba ao mesmo tempo. Minha mãe fica com uma interrogação sobre a cabeça e tenta fazer de tudo pra me agradar. E eu não quero. Não quero porque desde que eu me conheço por gente ela faz tudo, exatamente tudo pra me dar o que eu quero e o que eu preciso. E, claro, com isso, eu virei uma pessoa acomodada. Então, em uma dessas minhas conversas que eu tenho comigo mesma diariamente, cheguei à conclusão que eu mesma tenho que tomar as minhas atitudes (uma salva de palmas pra mim… Antes tarde do que nunca). Deu já mamãe, e obviamente, obrigada por tudo.
Porém, não sou uma pessoa de atitude (a jura?). Todo o inicio das minhas amizades, nunca tiveram o meu partido (Amigos queridos que cá estejam lendo esse texto, me mandem uma resposta sobre isso, dizendo que estou certa. Pois amo estar certa). Até o inicio de uma conversa pra mim é complicado, o que é que eu vou falar depois do “tudo bem?”?
Eu já cheguei diversas vezes a acreditar, que todos os meus planos futuros ficariam guardados em uma gaveta, sendo que eu jamais tentaria mexer a bunda gorda pra fazer algo pra tornar verdade. Ou seja, duvidei de mim. Não, não, não. Isso não mais. NUNCA MAIS.
Em mais uma das minhas conversas comigo, prometi que jamais chegaria perto de me tornar aquele tipo de adulto triste, que levou uma vida que nunca almejou.
Portanto, pra dar um fim nesse meu sumiço, decidi que, enquanto não sou adulta (não venham se iludir, não considero ninguém adulto até os 23 anos… e você deveria de ter o mesmo pensamento) preguiça não vai ser mais o nome do meu sumiço. O nome dele agora virou trabalho e dedicação.

É hora de acordar. A realidade te chama. E ela pode ser linda. Dedique-se.

Sabrina de Lima

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