Vídeo: Eu voltei

Vídeos

Bom, aqui vai um post que to desde semana passada pra fazer. Mas que bom que só hoje estou fazendo ele pois abri o wordpress a pouco e me deparei com a notificação de que exatamente hoje fazem 8 anos em que eu acreditei que isso daqui teria mais frequência e que, eventualmente, eu conseguiria me sustentar de produzir conteúdo pra internet.  Lógico que isso não aconteceu, a pesar de até hoje ainda existirem vizualizações em posts antigos aqui do blog.

Só que mesmo que eu não tenha continuado com o blog e com o canal do Youtube, sempre ficou em mim esse anseio pra continuar produzindo conteúdo. Não é atoa que eu estudo Produção audiovisual na faculdade né?

Então, em celebração ao meu aniversário e ao aniversário do blog (que eu nem sabia que era hoje), aqui vai um vídeo que a muito tempo eu vinha querendo fazer. Até por quê é esse tipo de conteúdo audiovisual que eu gosto de consumir na internet.

Eu espero que tenham gostado do resultado. Pode ser que tenham outros, pode ser que não tenham… Aguardem cenas dos próximos capítulos ahahhaha.

Sabrina de Lima!

Tô preocupada com o passarinho

Baralho de palavras

Ontem de tarde, parada na cozinha em frente ao fogão, que fica atrás de uma janela que tem uma vista onde contempla quase todo os fundos de casa, me coloquei a observar os passarinhos comendo os abacates direto do abacateiro que está com os seus dias contados aqui em casa. Ainda não havia começado a chover, fazia um pouco menos de frio que faz hoje e o dia estava bem nublado. Eu me sentia muito feliz. Por estar em casa, por estar fazendo um dos meus chás preferidos e por ter a oportunidade de observar pássaros em plena segunda a tarde.

passarinho

Decidi fazer alguns takes daquilo. Eu me propus a fazer mais isso nessa quarentena, gravar coisas que me chamam atenção. E aquele entretenimento atípico me prendeu e distraiu enquanto meu chá não fervia.

Satisfeita com as imagens e com minha bebida pronto, observo um outro ponto próximo da árvore. Em cima de uma grade de tela, que se mistura com um pé de ora pro-nóbis, enxergo uma junção de galhos secos e uma mancha cinza. Mancha essa que minha miopia não me deixou identificar de longe, mas assim que me direciono para perto, percebo um ninho. Uma mamãe, que acredito ser uma pombinha, decidiu fazer ali um cantinho para colocar seus futuros filhotinhos.

Cheguei mais perto e ela ficou em estado de alerta, me observando, não tirando os olhos de mim. Eu sorri, fiquei hipnotizada. Voltei para cozinha e, não satisfeita, voltei lá com o celular e minha câmera e registrei. Contei minha nova descoberta aos que estavam em casa e exibi meu registro. Voltei pro meu local de trabalho segui com a minha rotina.

Uma hora, talvez mais, se passou. Uma chuva leve começou a cair. Lembrei que tinha algumas roupas lá fora. Lembre do ninho também. Só que como a chuva era pouca, imaginei que a árvore impediria a água de chegar até o ninho.

De noite eu finalizei meu ultimo trabalho do semestre da faculdade, a chuva aumentou e eu mais uma vez lembrei do ninho. Já era tarde, já tava bem escuro e frio. Eu não conseguiria ver nada e provavelmente assustaria a mamãe. Fui dormir já com o pensamento de que hoje eu precisava ver a situação daquela família.

E eu fui. Surpreendentemente encontro o ninho intacto, mesmo com toda a chuva, mesmo com o vento, ainda estava lá. Eu senti meu coração quentinho, feliz e ansiosa pra continuar acompanhando aquela vida paralela a minha. Mas eu também fiquei preocupada. Ver aquela mãezinha ali sozinha, com chuva, vento, sol…

Sim, o mesmo sentimento de incerteza continua me rodeando. A gente segue em uma constante incerteza. Meio que caminhando no escuro, com cautela, tentando não tropeçar. E agora eu me deparei com mais umas várias: e se o ninho cair? e se alguém atacar a mãe? e se ela sair um tempinho e alguém invadir o ninho?

Eu para o penso que a natureza é sábia. O que tiver que acontecer, vai acontecer de uma maneira ou de outra. O que também vem acontecendo é consequência de tudo aquilo que já havíamos sido alertados e ignoramos.

Eu voltei com o sentimento de que as coisas vão melhorar (por mais que acredito que esse positivismo possa cair novamente daqui um tempinho). Eu voltei a projetar minha vida daqui uns anos a frente.

Mas eu ainda me preocupo: com quem me rodeia, comigo mesma e o que se vai resultar essa paralização toda. Tô agora também preocupada com o passarinho. Só que dele eu vou poder cuidar de mais pertinho, pois eu tenho pessoas assim na minha volta e sei o quanto é bom. Eu espero que todo mundo tenha esse alguém e que você se lembre que é importante a gente também cuidar de quem a gente ama de pertinho.

De passinho em passinho, bem devagarinho, a gente se conecta e se ajuda.

Sabrina (confusa) de Lima

“Você gosta da sua vida?”

Baralho de palavras

“São felizes por como as coisas acabaram sendo?”

carta

Eu fiquei esses dias pensando nesse lance todo de universo paralelo que a NASA descobriu. Não cheguei a ler nada sobre o assunto, mas as próprias manchetes das notícias me fizeram questionar várias coisas. Ontem, pra reforçar, assisti um episódio de uma série que eu gosto muito que uma das personagens falou algo parecido com o título desse texto e a primeira frase de introdução.

Sábado passado, limpando meu quarto, eu achei escondida uma carta que eu fiz pra mim mesma em 2015, onde eu só poderia abrir ela em 2020. Eu sabia que a carta existia, só não me lembrava que era datada para essa ano. Abrir ela foi um mix que sentimentos. Eu ri, chorei e refleti muito.

A experiência de fazer essa carta foi incrível. Ainda bem que eu fiz. Não consigo me lembrar o que foi que me motivou fazer ela. Na carta, eu falo que foi logo depois do banho, quando minha mãe falou que eu tinha desistido da carreiro no cinema. Na época eu estava no meu primeiro ano de faculdade, estudando letras-inglês e no meu segundo e último ano de curso de atuação. Ainda usava aparelho e trabalhava em um emprego que eu não gostava. Na época, o meu sonho mais forte era o de ser atriz. Eu queria e desejava aquilo com todas as forças do meu ser.

Durante a carta, escrita a 5 anos atrás, eu faço diversas perguntas. A minha curiosidade pra saber tudo o que mudou durante esse tempo era muito grande. Uma das coisas que eu mais esperava que tivesse mudado era a minha vida profissional. Escrevo na carta que tenho a certeza de que eu já saí do Rio Grande do Sul e agora moro em São Paulo. E continuo, dizendo que, se caso isso não tenha acontecido, eu explique pro meu eu do passado o porquê.

No parágrafo que segue, eu escrevi duas opções. A primeira é que se eu tivesse seguido o sonho e o alcançado seria maravilhoso. A segunda é que se caso eu não tivesse feito, era pra eu seguir ele agora, pois o motivo pelo qual eu não o segui foi pelo medo.

A carta segue e eu faço diversas perguntas. Pergunto sobre amizades que não existem mais e de reconciliação com uma amiga que realmente aconteceu. Também questiono sobre meus estudos e sim, eu larguei a faculdade de letras e agora estudo cinema (produção audiovisual, na verdade). Pergunto sobre minha vida amorosa e, de lá pra cá, tive dois relacionamentos, um que foi bem complicado e o atual, que parece até sonho de tão incrível.

Depois da bateria de perguntas eu falo um pouco sobre o momento que eu havia escrito a carta. Eu estava sentada no chão do meu quarto, de pijamas, cabelos molhados e com os fones (sempre) nos ouvidos. Recém tinha começado a ler “A garota que eu quero” e naquele dia também assisti ao filme “Flores raras”. E também naquele dia, a série Glee chegava ao fim.

Por fim, trago mais algumas perguntas e uma previsão minha da Sabrina de 18 anos para a Sabrina de 23. A previsão não podia estar mais errada. Mas não consigo dizer até que ponto isso é bom e até que ponto é ruim.

Quando eu ouvi o questionamento no seriado: “São felizes por como as coisas acabaram sendo?”, combinado com o sentimento de poder existir um universo paralelo com o qual tudo pode estar muito diferente, eu me lembrei da carta. Que eu ainda não respondi.

Eu lembro direitinho da Sabrina daquela época. Os sonho eram os responsáveis por fazer ela seguir em frente. Quando ninguém acreditava que ela conseguiria, crescia ainda mais a vontade e a gana dela de ir atrás. Só que a vida acontece. Os sonhos mudam. E tá tudo bem.

Eu sempre cobrei muito de mim mesma, a vida toda. Precisava ser excelente em tudo, precisava ser a prova de falhas. Eu pensava que seria fraca e incompetente caso eu não conseguisse realizar meus sonhos e os abandonasse. Quanta besteira…

Hoje eu sigo me cobrando e me esforçando pra fazer tudo o que eu amo e que me motiva da melhor maneira possível, mas quanto aos sonhos… Eu pensei em mudar eles, sem a pressão de me achar uma fracassada caso quisesse segui outro rumo. Só que a carta e um tumulto em uma disciplina na faculdade me fizeram perceber o quão equivocada eu seria em trocar sem nem ao menos tentar.

Desde novinha eu me imagino nos bastidores de programas, sonho com dar entrevistas sobre filme e séries das quais eu produzi ou atuei. No caminho que eu me encontro agora, tudo isso é possível, eu só preciso continuar. Talvez se eu tivesse tomado atitudes, escolhas e decisões diferentes, a carta receberia uma resposta diferente do que a que darei. Ou talvez eu nem a tivesse lido. Talvez, em algum lugar paralelo a minha vida esteja muito diferente. E eu nunca vou ter resposta pra isso.

Agora, eu sou feliz com como as coisas acabaram sendo? É, eu sou sim. Não tem quase nada parecido com o que eu sonhei em 2015, mas de lá pra cá eu fiz intercâmbio pra Inglaterra, troquei de curso na faculdade, viajei pra Orlando, participei do festival de cinema de Gramado, conheci meu incrível namorado, faço estágio em audiovisual e frequentemente recebo elogios pelos meus trabalhos e projetos da faculdade. Como eu não seria feliz com tudo isso? Claro, nem tudo foram flores nesses cinco anos, mas eu não poderia estar mais satisfeita.

Pra mim, tudo acontece por um motivo, por uma razão. Acredito que eu esteja exatamente onde eu deveria estar e que eu não tenho o poder de imaginar todas as coisas boas que estão por vir. Ainda bem. É bom ser surpreendida (pra coisas boas né?!).

Enfim, foram quase mil palavras pra dizer que escrever cartas pra mim mesmo talvez venham a virar rotina. E que é totalmente aceitável sonhar e realizar, independente de quando, onde e o quê. Sem medo de tentar e de arriscar. Sem medo de mudar e se transformar. A gente está onde deve estar.

Sabrina de Lima.

O dia em que eu perdi meu Twitter

Baralho de palavras, Pessoal

Eu não sei se alguém além de mim um dia lerá esse texto. Mas caso alguém leia, uns anos após 2020, eu creio que precisamos contextualizar a situação atual.

twitterblock

Nos encontramos no meio de uma pandemia mundial. Um vírus paralisou a minha vida e a de toda gente. Se chama covid-19, caso queira dar uma pesquisada mais a fundo. Mas o fato importante aqui é que eu faço tudo dentro de casa já tem dois meses. Eu trabalho, estudo, malho, faço minhas refeições, vejo meus filmes e séries tudo do conforto da minha casa. Até ai vou te dizer que é até que tudo bem. Eu amo ficar em casa, no meu quarto, no meu cantinho. Seria perfeito ficar aqui pra sempre. Só que, junto do fato de se estar em casa o tempo todo, estamos vivendo com uma constante incerteza e diversas mudanças. A incerteza é que a gente não tem data pra voltar com tudo ao normal, pode ser daqui algumas semanas, meses e até anos, já as mudanças estão vindo e nos confirmamos que a nossa volta para vida normal, não será como era antes de tudo parar. E isso traz uma angustia bem grande e um desconforto maior ainda. Então, se você está a frente do ano de 2020 provavelmente está bem melhor do que eu e meus companheiros terrestres estamos (pelo menos eu espero que você esteja).

Pois muito que bem, o que tudo isso tem a ver com a minha conta no Twitter? Hmm, eu não sei bem, mas de uns tempos pra cá eu venho sentindo angustias e inseguranças. Tudo vem se aflorando cada dia mais e mais. Detalhes de mim dos quais eu achava que já não conviviam mais comigo voltaram como um soco no estômago. O mais significante é o meu problema de me expressar e de desabafar com pessoas próximas. Com esse bloqueio, consequentemente eu guardo muito mais sentimentos e fico muito mais explosiva. E é ai que essa rede social, da qual eu faço parte desde 2009, entra na história.

Que as redes sociais e os influenciadores nos passam uma visão de que todo mundo tem uma vida perfeita menos eu, todo mundo já sabe. Mas isso afeta as pessoas em níveis e maneiras diferente. Pra mim, afeta de uma maneira muito séria e eu não quero me aprofundar nesse assunto, só quero dizer que a decisão que eu tomei de desligar as notificações das minhas redes sociais foi o maior alivio da minha vida.

Se eu precisasse escolher apenas um entre meu Instagram, meu Facebook ou meu Twitter, a rede do passarinho azul provavelmente não seria o meu escolhido. A relação que eu sempre tive com a rede era de um lugarzinho que eu podia falar de besteiras sem ninguém ficar me perguntando o que houve ou como eu tava. O meu twitter, por muito tempo, foi bem isso que eu estou fazendo agora. E eu tinha muito carinho pela minha conta. Meu user era horrível mas gente, eu to lá desde o tempo da baleia! (Entendedores entenderão).

Mas a vida vai tomando rumo, alguns amigos acham o teu perfil, tu começa a namorar e teu namorado também tem uma conta por lá, aí os amigos do teu namorado também começam a te seguir por lá… E acaba que o meu cantinho se torna mais uma rede social comum. E aí, um dia, antes de ir dormir, te surge uma vontade absurda de ter uma segunda conta, pra seguir só desconhecidos e falar bobagem e desabafos dos quais você não quer compartilhar com ninguém, mas que precisa por pra fora. E o dia seguinte chega, e numa bobeira de um dia ruim, você perde a sua conta de 10 anos e 11 meses, assim, do nada.

Tá, eu mudei uma informação no perfil que fez com que a plataforma entendesse que eu criei a minha conta de forma ilegal, nos meus quase 13 anos de idade. Só que, gente, precisava disso? 

Meu primeiro sentimento foi de revolta, o segundo, o de burrice e o terceiro foi de raiva. E não pelo motivo “Oh meu Deus! Estou fora dos assuntos do Twitter”, mas sim pela razão de que perdi minha conta de 2009 com o meu arroba esquisito e meus tweets sem sentido. Parei um pouco e usei minha cabeça: “Será que isso não foi um sacode em mim? Será que minha vida virtual não anda consumindo tanto da minha vida que eu nem me dei mais conta? Será que meu twitter ainda faz sentido sendo que o que eu fazia antes por lá já não consigo mais?”

Depois disso, respirei bem fundo, levantei minha cabeça e fui fazer meus doces. Minha massa de donuts deu certa, minha receita de cookie incrível e minha cabeça pensava “eu preciso tweetar isso”…

Uma coisa é fato, minha saída forçada da rede social fez com que eu percebesse que sim, eu estou muito fragilizada, seja pelo momento atual, seja pela minha dependência das minhas redes sociais. Acho que ta na hora de olhar mais pra mim e desengavetar hábitos antigos e projetos parados na minha cabeça. O twitter pode esperar, talvez ele espere pra sempre e eu nunca mais volte a recuperar a minha conta. Mas o meu bem-estar, a minha aceitação e minha felicidade, eu não posso e não devo deixar esperando.

Sabrina de Lima

A ex twitteira.

Vale a pena assistir: The fosters

Séries

Não sei se vocês já perceberam, mas o meu gênero favorito é drama. Se me perguntarem por que, acho que não saberia responder. Talvez pelos conflitos ou assuntos que geralmente são tratados. E a série que eu vim aqui falar pra vocês é sobre esse gênero que tanto gosto.

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Com lançamento em 2013, The fosters conta com quatro temporadas e já foi renovada para uma 5ª. No Brasil, é série é transmitida pelo canal de TV por assinatura Sony e na netflix até agora estão disponíveis as duas primeiras temporadas.

A série conta a história do casal Lena, vice-diretora de uma escola a e Stef, uma policial, que estão juntas há 10 anos. Stef era casada com um colega de trabalho antes de conhecer Lena e esse antigo casamento com Mike, resultou em um filho para o casal, Brandon. As duas decidem, então, adotar outras duas crianças, os gêmeos Jesus e Marianna, que foram abandonados pela mãe viciada em drogas. Porém, Lena acaba cruzando com a vida de Callie, uma adolescente problemática recém-saída do reformatório sobre condicional, que só quer trazer seu irmão mais novo Jude para perto de si.

Só pela sinopse dá série já se percebe a quantidade de conflitos dentro da trama, né? Comecei a assistir a série no sábado passado logo depois de ter terminado as 8 temporadas de Full House e até agora já cheguei no episódio 13 da série. Digo pra vocês que se tivesse mais tempo, talvez já estivesse na 2ª temporada. Decidi vir aqui, antes mesmo de terminar todos os episódios, justamente pela ansiedade que estou de falar sobre a série. Pensei em só fazer um compilado de tweets, mas não seriam suficientes.

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A série está bem longe de ser perfeita, mas a trama dela é muito bem escrita e a grande maioria das atuações não deixa a desejar. Cada episódio contem um evento envolvente que pode ou não ser resolvido dentro do capítulo. Os assuntos sociais presentes na série, como adoção, drogas e homossexualidade, são tratados de forma muito realista e com situações que possam ocorrer na vida de qualquer indivíduo.

Eu ainda não sei por qual caminho a série vai seguir, só espero que não passe de 6 temporadas, pois séries longas de mais me dão preguiça. Se continuar no ritmo que está a primeira temporada, com certeza as outras não deixam a desejar.

Quem gosta de drama com temática família e adolescência, com toda certeza vai curtir “The fosters”. Cada episódio tem cerca de 40 minutos, mas que passam bem rápido.

Juro que se caso a série me decepcionar, eu venho aqui e falo pra vocês. Só tem verdades aqui nesse bloguinho! Hahahaha

Sabrina de Lima.